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Origami é uma palavra composta das parcelas oru
(dobrar) e kami (papel), consistindo na arte milenar
de dobrar papel, geralmente quadrado, sem recurso a cortes e
com faces de cores diferentes.
Esta tradição cultural foi, durante muito tempo,
transmitida apenas verbalmente.
A sua origem permanece incerta, embora se pense tenha sido introduzida
no Japão por volta do século VII através
da influência chinesa.
Acredita-se que a invenção do papel se deva a
T'sai Lao, administrador no palácio do imperador por
volta de 105 d.C. Este teria misturado cascas de árvores,
panos e redes de pesca para substituir a dispendiosa seda que
à data se utilizava para escrever.
Inicialmente, a dobradura do papel teve propósitos religiosos
usados para envolver os noshi, ou oferendas, nos rituais xintoístas
que, com o decurso do tempo, cedeu a fins práticos pela
progressiva redução do custo do papel, aplicando-se
a cartas, e estando ao dispor apenas daqueles que a ele tinham acesso
- a classe nobre.
Foram os samurais, no início do século XVII, os
responsáveis pela criação dos primeiros
origamis que conhecemos atualmente.
O
mais interessante é que, ao contrário da visão
infantilizada que se tem até hoje dessa arte de dobradura
de papel, até o início do século XIX, o
origami foi praticado como passatempo restrito aos adultos.
Um dos motivos era o alto custo do papel.
No fim do período Edo (1603-1867), a prática se
estendeu às mulheres e crianças. Até o
final dessa época já haviam sido registrado cerca
de 70 formas de dobraduras diferentes.
O primeiro e mais famoso deles é o tsuru (garça),
que aparece nos exuberantes quimonos da época. Também
conhecida como orizuru, a garça em dobradura representa
felicidade e longevidade.
Na era Meiji (1868-1912), a arte passou a ser ensinada nas escolas
e teve influência estrangeira de países como a
Alemanha, onde a dobradura também era praticada.
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